PT prova do próprio veneno

Em abril de 2010, O GLOBO noticiava uma novidade que vinha sendo preparada para a campanha daquele ano: “Escondido a sete chaves até agora, o bunker de comunicação e marketing da campanha da pré-candidata petista a presidente, Dilma Rousseff, funciona numa casa que ocupa meio quarteirão no caro Lago Sul (…) Ali, um batalhão de especialistas em internet - inspirados na experiência bem-sucedida de Ben Self, marqueteiro digital e telefônico da campanha vitoriosa do presidente dos EUA, Barack Obama - está sendo treinado para travar o que batizaram de ‘guerrilha virtual’ . (…) Além do treinamento para captação de doações via internet, cria centenas de perfis para atacar os adversários e defender os ataques feitos a Dilma em noticiosos ou redes sociais: Orkut, Facebook, Twitter, entre outros”.

A profusão de fake news eleitorais foi levada ao paroxismo na campanha deste ano. Só que não é nova. Nas duas últimas eleições presidenciais, o PT montou amplas equipes de comunicação digital e disseminou acusações verdadeiras e falsas contra os adversários. Agora, a sorte parece ter mudado de lado. Com uma estrutura de redes sociais organizada ao longo dos últimos quatro anos, Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu se sobrepor à estratégia petista e hoje domina a contracampanha digital - especialmente no WhatsApp.

Ao que tudo indica, o tema seguirá em evidência nos próximos meses. Ontem, o PT entrou com ação na Justiça Eleitoral pedindo uma investigação por abuso de poder econômico contra Bolsonaro em função da denúncia, veiculada pela Folha de S.Paulo, de que empresários estariam pagando pela disseminação de mensagens contra Fernando Haddad - o que configuraria inclusive caixa dois de campanha. O PDT, por sua vez, quer até que seja declarada a nulidade das eleições.

Do alto de seus quase 20 pontos percentuais de vantagem nas pesquisas, Bolsonaro preferiu levar na galhofa a acusação de que teria incentivado empresários a fazer os pagamentos: “Não temos necessidade disso. Não fiz jantar nem almoço com ninguém (…) Desde que voltei para casa, dei apenas cinco saídas: uma para ir ao Bope, uma para ir à Polícia Federal, uma para visitar (o arcebispo do Rio) Dom Orani e duas vezes fui ao banco. Uma vez fui no caixa 2 do banco, por coincidência era o caixa 2″.

Fonte: O GLOBO

 

Bolsonaro tem 59% dos votos válidos, e Haddad marca 41%, indica Datafolha

A dez dias do segundo turno da eleição, Jair Bolsonaro (PSL) mantém 18 pontos percentuais de vantagem sobre Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Datafolha. O capitão da reserva tem 59% das intenções de votos válidos, enquanto o petista marca 41% — a contagem desconsidera votos brancos e nulos.

O levantamento confirma que a rejeição à candidatura de Haddad é, hoje, maior do que a de Bolsonaro. E dá outra má notícia ao PT: a possibilidade de reverter votos é remota, já que 95% dos eleitores do candidato do PSL se dizem totalmente decididos.

Nada parece ameaçar a distância imposta por Bolsonaro, escreve Paulo Celso Pereira, diretor da Sucursal de Brasília. Nem os ataques mútuos da campanha, nem a decisão de Bolsonaro de se ausentar dos debates — mesmo que 73% defendam que ele compareça.

Fonte: O GLOBO

 

Haddad reconhece que PT cometeu erros e promete mudanças

Candidato disse que Moro “em geral, ajudou, mas há reparos a fazer”

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, admitiu hoje (17) erros cometidos pelos governos petistas e afirmou que, se eleito, vai eliminar, por exemplo, a desoneração das empresas. “Eu acho correto que a gente reconheça erros”, disse em entrevista exclusiva ao SBT.

Na entrevista, Haddad tentou suavizar as críticas de Cid Gomes - que durante reunião esta semana, disse que o PT cometeu erros estratégicos. O petista atribuiu a reação de Cid, que é irmão de Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência derrotado no último dia 7, ao “calor da emoção” e afirmou que ele gravou um vídeo em seu apoio.

Haddad acrescentou que houve erros, nos últimos dois anos do governo de Dilma Rousseff, como a desoneração de impostos das empresas. “Irei eliminar as desonerações das empresas”, disse o candidato sem entrar em detalhes. O candidato negou que, neste segundo turno, evite associar sua imagem à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vermelho, cor que caracteriza o PT, substituído por verde e amarelo. “A gente muda um pouco no segundo turno.”

Haddad elogiou a atuação do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, responsável pela condução dos processos da Lava Jato. Porém, ressaltou: houve equívocos, como a sentença relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense, por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Em geral, ele [Sérgio Moro] ajudou”, afirmou o presidenciável. “Há reparos a fazer”, acrescentou. “O saldo é positivo”.

Para Haddad, a condenação deveria ser considerada somente depois da decisão em última instância. “Aqueles que foram condenados, têm de pagar”, afirmou o candidato, sem mencionar nomes nem situações específicas.

O candidato confirmou que busca apoio político e que já conversou com várias pessoas. Segundo ele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está em uma situação delicada porque entre os integrantes do PSDB há aqueles que não se manifestaram sobre o segundo turno.

“Ele [Fernando Henrique Cardoso] é uma pessoa com quem tenho uma relação antiga, cordial e respeitosa”, disse, lembrando que busca apoio entre todos aqueles que “lutaram pela democracia e contra ditadura”.

Haddad lamentou, mais uma vez, a utilização de fake news vinculadas a ele e suas propostas. Ex-ministro da Educação, ele destacou que na sua gestão foram implementados programas que permitiram o ingresso de jovens de baixa renda na universidade, com o ProUni e Fies sem fiador. Também ressaltou a ampliação de universidades federais e escolas técnicas no país.

Segundo o candidato, a equipe do adversário troca o miolo dos livros que ele escreveu ou contribuiu, incluindo trechos que não correspondem a verdade.

Fonte: Agencia Brasil

 

Bolsonaro quer uso do FGTS no mercado de capitais, e Haddad muda o tom sobre a Lava-Jato

A dez dias do segundo turno da eleição, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) ajustam suas propostas e discursos para ampliar o eleitorado. O candidato do PSL acena para os trabalhadores com uma reforma no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), enquanto o petista muda o tom sobre o juiz Sergio Moro.

Haddad já havia recuado de posições que o PT defendeu no primeiro turno ao apresentar nova versão do programa de governo. Na quarta-feira, adotou postura que não fez parte do léxico petista nos últimos dois anos: elogiou Moro na condução da Lava-Jato. O afago ao magistrado, no entanto, foi acompanhado de críticas à condenação do ex-presidente Lula.

Já a campanha do PSL quer permitir que trabalhadores apliquem recursos do FGTS no mercado de capitais. A avaliação é a de que a rentabilidade atual é baixa, e o uso do Fundo para executar políticas públicas, como o Minha Casa Minha Vida, não agrada. A mudança nas regras, porém, não tem o apoio do setor da construção civil.

A candidatura de Bolsonaro planeja ainda uma drástica redução de cargos de confiança e comissão: 20 mil postos, segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM), anunciado como futuro chefe da Casa Civil caso o capitão da reserva seja eleito. Hoje, o governo federal tem 23.070 cargos comissionados.

Fonte: O GLOBO

 

Bolsonaro diz ter firmado compromisso em defesa da família

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, encontrou-se  hoje (17) com o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. Ele não deu entrevistas à imprensa, mas fez um breve discurso durante o encontro, em que afirmou que se colocou à disposição do arcebispo para sempre “ouvi-lo com o coração aberto”.

“Assinamos um compromisso em defesa da família, em defesa da inocência da criança em sala de aula, em defesa da liberdade das religiões, contrário ao aborto, contrário à legalização das drogas. Ou seja, um compromisso que está no coração de todo brasileiro de bem”, disse o candidato ao lado do arcebispo.

A reunião ocorreu por volta das 9h, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Glória, zona sul da capital. Segundo a arquidiocese, o encontro foi um pedido do candidato. Além de Bolsonaro, também estiveram no local o presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, e o empresário Paulo Marinho, que é suplente do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Depois da visita ao Bispado, o candidato se deslocou para a sede da Superintendência da Polícia Federal, no centro do Rio.

Redes sociais

Em seus perfis nas redes sociais Facebook e Twitter, Bolsonaro também publicou, hoje de manhã, uma mensagem sobre descentralização de recursos públicos.

“Ninguém entende melhor os problemas de uma região do que seu próprio povo, por isso vamos descentralizar os recursos e dar mais autonomia financeira aos estados e municípios. Além da melhor aplicabilidade, a medida facilita a fiscalização e o combate à corrupção de perto”.

Polícia Federal

Na saída do prédio da Polícia Federal (PF), o candidato disse que se encontrou com o superintendente da corporação no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, e com membros de sua equipe.

“Sempre tive profundo respeito e admiração pela PF. Não é a primeira vez que os visito. Por lei, eles estão fazendo um trabalho da minha segurança. E não é porque está na lei que não devo reconhecimento a eles. Quero agradecê-los.”

Avaliação

Bolsonaro confirmou à imprensa que passará por nova avaliação médica amanhã (18) e que os profissionais decidirão se poderá participar de debates.

“A política é estratégia. O Lula não compareceu a debates no final”, lembrou. “Nós estamos com a mão na faixa, é verdade. Podemos até não chegar lá, mas estamos com a mão na faixa, ele não vai tirar 18 milhões de votos de agora até daqui a dois domingos”, disse Bolsonaro, acrescentando que seu adversário, Fernando Haddad (PT), está “apavorado” e “perdido”.

O presidenciável do PSL atacou Haddad. “Vou debater com um cara que é um poste, um pau mandado do Lula? Tenha a santa paciência. A equipe médica decide amanhã se estou em condições ou não.”

Fonte: Agencia Brasil

 

Rejeição de Haddad ultrapassa a de Bolsonaro, indica Ibope

Além de precisar reverter desvantagem de 18 pontos percentuais, Fernando Haddad (PT) passou a ter outro obstáculo a partir da nova pesquisa Ibope: sua rejeição disparou, destaca o colunista Bernardo Mello Franco. A ponto de ultrapassar seu adversário na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PSL).

Em oito dias, o índice de rejeição atribuído ao petista foi de 36%, na véspera do primeiro turno, a 47%. O candidato do PSL passou a ser rejeitado por 35% do eleitorado; antes da eleição, 43% diziam jamais votar nele.

Na ponta dos dedos
E há a proliferação de notícias — muitas falsas — pelo WhatsApp. O repórter Thiago Herdy acompanhou durante vinte dias as mensagens trocadas por um grupo de bolsonaristas de um reduto lulista em Minas Gerais: a cidade onde nasceu Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o presidenciável.

Sinais de moderação
Na campanha, no entanto, o tom dos candidatos tem sido o de moderação. Bolsonaro e Haddad revisam posições polêmicas. Para atrair eleitores de centro, recuaram sobre convocar uma Assembleia Constituinte, por exemplo. Veja outros casos.

Em ato de apoio a Haddad, irmão de Ciro chama petistas de ‘babacas’ e diz que vão ‘perder feio’

Cid Gomes, ex-governador do Ceará e senador eleito, cobrou desculpas de petistas pelas “besteiras que fizeram” e lembrou que Lula está preso

Fonte: O GLOBO

 

PT tem menos 10 milhões de votos em cidades de renda média; ‘Centrão’ conserva relevância

Marca das administrações petistas na Presidência, a entrada de 52 milhões de brasileiros na classe C deixou de ser um capital político do PT. Levantamento feito a pedido do GLOBO em 3.294 cidades em que predominam famílias de renda média revela que o partido de Lula perdeu dez milhões de votos nestas localidades entre as eleições de 2014 e 2018. Se apenas os votos destas urnas fossem contabilizados, Jair Bolsonaro (PSL) teria vencido no primeiro turno. A Baixada Fluminense é exemplo de enclave de classe C que votava no PT e, neste ano, abandonou o partido. A Bahia, ao contrário, permanece fiel ao lulismo.

A rejeição à política tradicional é um dos motivos do desencantamento com o PT no eleitorado médio. Também foi o motor da renovação de 47,3% da Câmara dos Deputados no dia 7 de outubro. Ainda assim, o velho ‘Centrão’, que reúne siglas como PP e PR, acrescido do MDB, continuará essencial para o próximo presidente: será difícil formar maioria simples, ainda mais a qualificada para emendas constitucionais, sem os 207 votos dos nove partidos que apoiaram todos os governos desde a redemocratização.

Por que perdi?
Esta renovação do Congresso deixou sem mandato ‘graúdos’ da política nacional, à esquerda e à direita. Dez desses parlamentares conversaram com o GLOBO e refletiram sobre a derrota nas urnas.

Os vices
Perfilamos os parceiros de chapa de Bolsonaro e Haddad. Conheça melhor Hamilton Mourão, o general falastrão que a campanha do PSL calou, e Manuela D ‘Ávila, que, pelo projeto com o PT, deixou de lado duas de suas principais bandeiras.

Informações de  O GLOBO

 

Bolsonaro propõe reforma administrativa para cortar gastos

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro disse hoje (12), nas redes sociais, que, caso eleito, pretende fazer uma reforma administrativa para reduzir e remanejar “gastos desnecessários”, além de destinar recursos para as áreas essenciais e combater fraudes.

Segundo ele, o corte de gastos passará pela diminuição de estatais e ministério. E irá priorizar nomes técnicos e capacitados para chefiar as pastas, “sem pressões de viés sindicalista”.

Muito além de fazer, vamos desfazer o sistema falido e corrupto que o PT construiu”, disse.

Bolsonaro afirmou que vai combater as fraudes em programas sociais para garantir maior renda “aos mais necessitados”. “Descentralizando recursos, estados e municípios terão maior autonomia financeira para atender as peculiaridades de cada região do país”.

Em outro post na internet, o candidato disse que “vamos combater o crime organizado e trabalhar para impedir que presos continuem controlando seus empregados de dentro dos presídios”.

Na noite de ontem (11), o candidato confirmou, também redes sociais, a criação de um superministério, que irá fundir Agricultura e Meio Ambiente.

Depois de encontro com empresários e políticos ligados ao agronegócio, Bolsonaro disse que o compromisso foi consolidado. “Tem que ser uma pessoa competente, com autoridade e que tenha iniciativa”, disse o candidato.

Antes, ele já tinha confirmado os nomes de outros integrantes de um eventual ministério. Bolsonaro admitiu também a possibilidade de não participar de debates no segundo turno por questões de estratégia, mesmo que seja liberado pelos médicos na próxima avaliação, no dia 18, para fazer campanha nas ruas e participar de debates na TV.

Visita

O candidato recebeu hoje a visita da atriz Regina Duarte. Uma foto do encontro foi publicada na rede social de Bolsonaro. A atriz já havia declarado apoio ao candidato nas redes e faz críticas ao partido adversário, o PT.

Fonte: Agencia Brasil

 

Conselho do TSE está preocupado com notícias falsas no Whatsapp

Depois de passar o 1º turno sem se reunir, o conselho consultivo criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para discutir medidas de combate às chamadas notícias falsas (ou fake news, no termo popularizado em inglês) realizou encontro ontem (10). Os integrantes manifestaram preocupação com a disseminação de conteúdos enganosos no Whatsapp, mas não apresentaram medidas concretas a serem adotadas sobre o problema no 2ª turno.

A disputa do 1º turno foi marcada por diversas notícias falsas. Agências, sites e projetos de checagem produziram milhares de desmentidos. A candidatura de Fernando Haddad (PT) apresentou ao TSE 92 páginas de denúncias recebidas, tendo obtido duas decisões favoráveis, com a remoção de 68 publicações em redes sociais como Facebook e YouTube.

Em setembro, a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) obteve a remoção de um conteúdo considerado falso. Antes da campanha oficial, Marina Silva também (REDE) conseguiu no Tribunal a retirada de posts que apontavam a candidata como envolvida em esquemas de corrupção.

O próprio TSE foi alvo de suspeitas e conteúdos falsos, lançando suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas. No dia da votação, vídeos foram divulgados com supostas falhas em urnas. Este foram desmentidos pela Justiça Eleitoral. Até mesmo a Organização dos Estados Americanos (OEA) foi colocada em falsas capas de revistas nas quais estaria admitindo uma fraude nas urnas para beneficiar o PT.

Estrago menor

Segundo Luiz Fernando Martins, integrante do conselho do TSE e também conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI Br), “a percepção geral é que o estrago praticado foi menor do que a gente imaginou ou do que a gente viu em outros momentos estrangeiros”. Questionado por jornalistas sobre qual o parâmetro da avaliação, ele não detalhou, mas argumentou que o balanço tomou como base as análises dos especialistas integrantes do grupo.

Martins, contudo, relatou uma preocupação com a disseminação de conteúdos especialmente no Whatsapp, pela dificuldade de acompanhamento e resposta. O receio, acrescentou, não se deu em relação a propagandas negativas contra candidatos, mas à desinformação sobre a Justiça Eleitoral, como no caso das suspeitas de fraude nas urnas e na apuração.

Diferentemente do Facebook, por exemplo, onde um direito de resposta determinado pela Justiça pode ser veiculado aos usuários atingidos por uma publicação, no Whatsapp não houve caso neste sentido nem há clareza se tecnicamente tal medida é possível. Para discutir eventuais respostas a acusações e notícias falsas contra a Justiça Eleitoral, os integrantes do conselho acionaram o Whatsapp para uma reunião. O encontro ainda não tem data marcada, mas já teria havido um retorno positivo.

“Não é o conselho nem o Tribunal a quem compete dizer como isso vai funcionar. Mas na nossa reunião houve preocupação de que hoje conseguimos alcançar direito de resposta em várias plataformas e precisamos tratar esse direito de resposta de modo uniforme entre as plataformas. Nem todos estão no mesmo nível de acessibilidade para gente fazer o melhor trabalho possível”, disse o secretário-geral da presidência da Corte, Estevão André Waterloo.

Papeis diferentes

Questionado sobre que providências seriam tomadas pelo conselho para enfrentar o problema da disseminação de mensagens falsas, o Waterloo disse também que conselho e TSE possuem papéis diferentes. A corte age quando provocado por candidatos ou pessoas atingidas por conteúdos enganosos. Nestes casos, acrescentou, estão sendo tomadas medidas como retirada de conteúdo e direito de resposta.

“Essa iniciativa do TSE de criar um conselho não se confunde com as atribuições do tribunal. O que o TSE está fazendo em termos de notícias falsas? Ele é provocado mediante denúncias de propaganda irregular. Das 29 representações por propaganda irregular, 27 já foram julgadas”.

No tocante às suspeitas levantadas contra a Justiça Eleitoral, Waterloo disse que não cabe ao TSE responder por seus canais de comunicação, enquanto no plano judicial essa representação tem que ser feita pela Advocacia-Geral da União e pelo Ministério Público Eleitoral. Sobre as denúncias, ele destacou que não houve comprovação de fraude, mas disse que a Corte estuda um aplicativo próprio para receber esse tipo de reclamação. Ele não soube informar se tal canal estará disponível no 2º turno.

Apurar as fontes

Na avaliação do integrante do conselho e presidente da ONG Safernet, Tiago Tavares, as candidaturas e coligações precisam continuar denunciando as mensagens falsas para que o TSE possa agir, mas ele defendeu a necessidade de ir além e apurar as fontes de produção e disseminação dessas publicações, bem como quem patrocina essas práticas.

“O mais importante é investigar onde estão sendo produzidas essas notícias falsas, quem está pagando isso. Há difusão espontânea, mas há sinais claros de algum tipo de coordenação entre as fábricas de notícias falsas e a distribuição”, disse.

Agencia Brasil

 

Kátia Abreu sugere renúncia a Haddad

Senadora apresentou artigo da Constituição que permite a disputa do terceiro colocado em caso de desistência

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) defendeu, nesta quarta-feira, 10, que o candidato do PT Fernando Haddad renuncie à campanha presidencial nas eleições 2018 “em nome da democracia”. O objetivo de sua proposta é que o petista, ao abrir mão da disputa, abra espaço para que Ciro Gomes (PDT) seja o adversário de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

“Eu não estranharia e acharia muito digno se por acaso ele (Haddad) desistisse da candidatura vendo que pode entregar o País a um fascismo religioso”, afirmou, referindo-se a Bolsonaro. “A lei é clara. Se ele renunciar à sua candidatura, Ciro Gomes é o candidato. E é o único capaz de vencer Bolsonaro”, justificou.

Terra Noticias