PT vê Lula como puxador de votos, mesmo se for preso

Preocupado com o impacto que uma condenação em segunda instância possa ter sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o desempenho do partido nas eleições para o Congresso e governos estaduais em 2018, o PT começa a decidir nesta sexta-feira a sua nova estratégia. Os planos são decorrentes da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de marcar o julgamento do líder petista para o dia 24 de janeiro.

Durante a reunião do diretório nacional do partido, em um hotel de São Paulo, os dirigentes vão decidir como se mobilizarão para levar um grande número de simpatizantes a Porto Alegre, onde fica TRF-4. A pretensão é fazer o maior de ato de apoio em favor de Lula desde que ele foi alvo de condução coercitiva, em março de 2016. Mesmo sem poder participar do julgamento, existe a possibilidade de Lula ir à capital gaúcha para participar de manifestações em frente ao tribunal.

A marcação da data do julgamento pelo TRF-4 na terça-feira mudou totalmente a pauta do encontro petista. Uma parte da reunião será ocupada pelos advogados do ex-presidente e juristas ligados ao partido, que farão uma explanação sobre os caminhos jurídicos para manter a candidatura de Lula, mesmo caso o TRF-4 confirme a condenação de nove anos e seis meses de prisão imposta pelo juiz Sergio Moro. (Informações de O Globo)

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