Incertezas nas eleições e na economia

Um em cada três eleitores (34%) está indeciso ou planeja votar em branco ou nulo, o que revela que nenhum dos nomes da disputa conseguiu atrair votos depois da prisão de Lula e da desistência de Joaquim Barbosa. Segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de voto para presidente da República, com 19%. Lula, condenado em segunda instância a 12 anos de prisão e enquadrado na Lei da Ficha Limpa, tem 30%. Os números explicam os motivos para o PT insistir na candidatura de Lula, preso desde 7 de abril, e indicam que o partido só deve tomar uma decisão mais pragmática em agosto.

Em resposta a questionário sobre ética e corrupção enviado pelo GLOBO, os cinco pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais afirmaram que, caso sejam eleitos, não darão um indulto ao ex-presidente.

E Lula foi um dos personagens da imagem marcante da semana passada na política, rindo com o ex-governador Sérgio Cabral em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, narra o colunista Ascânio Seleme.

Volatilidade para empresas e investidores
O quadro eleitoral incerto e a paralisia da economia pós-greve dos caminhoneiros provocaram uma forte volatilidade nos mercados na última semana. As empresas aumentaram em 36% a busca de proteção contra a alta do dólar. Além disso, já refazem contas, renegociam com fornecedores, reduzem margem de lucros e, em alguns casos, terão de reduzir produção, já que a recessão dificulta o repasse da alta do dólar para os preços.

O momento de turbulência pede cautela na hora de investir. A partir da próxima sexta-feira, a Receita Federal começa a pagar os lotes de restituição do Imposto de Renda. Especialistas orientam qual a melhor maneira de usar o dinheiro.

Mas a alta do dólar, ao lado do forte aumento nas cotações do petróleo e da maior produção no pré-sal, trouxe uma boa notícia para as finanças do Rio. A arrecadação de royalties e participações especiais com a exploração do petróleo cresceu 51% este ano, para R$ 5,18 bilhões até maio. E  a maior parte dos recursos vai para cobrir o déficit da previdência do Estado, previsto em R$ 10,3 bilhões.

Informações de O GLOBO

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