A esquerda em fragmentos

Por Maia Menezes, editora de País

Até aqui, a posição irredutível do PT em torno do nome do ex-presidente Lula, preso pela Lava-Jato em Curitiba, surtiu ao menos um efeito sobre a fase pré-eleitoral: a esquerda fragmentou-se como há muito não se via. Em
reunião ontem, as principais legendas do espectro, entre elas o PSB e o PCdoB, desistiram de uma possível união em torno da candidatura de Ciro Gomes (PDT), que primeiro apostava no apoio do Centrão. E agora se vê, como seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), isolado, só que em polo oposto.

O PCdoB lança hoje o nome de Manuela D’Ávila ao Planalto. ​A pulverização se repete nos estados, onde a esquerda também segue dividida, como mostra o mapa publicado hoje pelo GLOBO.

Bolsonaro, a escravidão e a performance no Roda Viva

Historiadores ouvidos pelo GLOBO contestam a versão dada pelo presidenciável Jair Bolsonaro sobre a escravidão, no programa Roda Viva, anteontem. Mas o desempenho do deputado federal, sem entrar no mérito de suas posições, indicou que ele se preparou para o escrutínio dos jornalistas.

Enquanto a presidenciável da Rede, Marina Silva, conversa com Eduardo Jorge (PV) para que ocupe o posto de vice em sua chapa, Geraldo Alckmin (PSDB) segue em busca de um nome. Os vices, aliás, se tornaram um das grandes incógnitas da eleição presidencial este ano.

Informações de O GLOBO

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