Eleições 2018

Eleição sem Lula é fato

POR PEDRO DIAS LEITE, EDITOR EXECUTIVO

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de barrar a candidatura do ex-presidente Lula, tomada quando já era madrugada de sábado, obrigará o PT a rever sua estratégia. Embora sustente que vai às últimas consequências para manter o líder da disputa, o partido já analisa novos planos, tanto que Fernando Haddad, o vice e provável substituto, visitará Lula hoje, de novo, na prisão em Curitiba. É o quinto encontro dos dois na carceragem da PF em apenas vinte dias.

No programa eleitoral de sábado, que foi ao ar poucas horas depois da decisão, o PT ainda manteve Lula. Hoje cedo, a Justiça concedeu liminar, pedida pelo Partido Novo, proibindo o partido de manter o ex-presidente como a estrela da propaganda, sob risco de multa de R$ 500 mil.

Os colunistas do GLOBO analisam o novo cenário: Ascânio Seleme avalia que, agora, “os candidatos que valem” vão apresentar suas propostas. Bernardo Mello Franco afirma que o julgamento significou “a rendição do PT”, e que foi a decisão judicial mais relevante sobre o processo eleitoral desde a redemocratização.

Com Lula oficialmente fora, restam duas perguntas a ser respondidas nas próximas semanas. A primeira é se o ex-presidente vai conseguir transferir sua popularidade para Haddad, em que medida e em qual velocidade. A outra é o que vai pesar mais nesta eleição: a força das redes sociais ou, como em todas as anteriores, a propaganda na TV. Nas redes, os candidatos têm conseguido focar seus anúncios para grupos muitos específicos, de metaleiros a pessoas “calmas”.

Já quando se trata de tempo de TV, a dúvida é uma só. Geraldo Alckmin, dono de quase metade da programação, vai conseguir decolar? Aliados do tucano defendem a pregação de um voto útil já no primeiro turno.

Fonte O GLOBO

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