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Eleições 2018

O ‘beija-mão’ de Josué Gomes ao PT


De LETíCIA SANDER, DIRETORA DA SUCURSAL DE SÃO PAULO

No mundo da política, o pré-candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, deu a primeira demonstração de força nesta campanha ao trazer para seu lado, na última quinta-feira, os partidos do chamado centrão, o bloco que sustentou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o governo Michel Temer (MDB). Desde então, ambiguidades desta aliança, ainda informal, vão sendo expostas.

Nesta segunda-feira, Alckmin teve o primeiro encontro com o indicado pelo centrão para compor sua chapa como vice-presidente, o empresário Josué Gomes. E o tucano saiu de mãos abanando. Um dos motivos que levaram Josué a ficar em cima do muro é que ele espera ter antes uma conversa com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, mineiro como ele e petista como o ex-presidente Lula.

O “beija-mão” pode soar contraditório, mas não é. Josué Gomes é filho de José Alencar, que foi vice nos dois mandatos de Lula, e entrou para a política pelas mãos do ex-presidente petista, hoje preso. Lula levou Josué ao PR do ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, ex-aliado do PT, condenado no escândalo do mensalão e “dono” do partido, embora formalmente nem mais esteja filiado a ele.

Mas Valdemar mudou de lado. Hoje é ele o artífice da aliança entre Alckmin e o centrão.

Informações de O GLOBO

 

Pagamento da primeira parcela do 13º de aposentados começa em 27 de agosto

Aposentados e pensionistas começarão a receber, a partir de agosto, a antecipação da primeira parcela do 13º salário. De acordo com a Secretaria de Previdência, o depósito será realizado junto com a folha mensal de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre os dias 27 de agosto e 10 de setembro, conforme a Tabela de Pagamentos de Benefícios 2018.

A estimativa é que essa antecipação chegue a R$ 20,6 bilhões nos meses de agosto e setembro. Cerca de 30 milhões de beneficiários terão direito à primeira parcela do abono anual, que corresponde a metade do valor do benefício. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro de 2018. Nesse caso, o valor será calculado proporcionalmente.

Não haverá desconto de Imposto de Renda nessa primeira parcela, que será cobrado apenas em novembro e dezembro, quando for paga a segunda parcela.

Tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade. Aqueles que recebem benefícios assistenciais, como Benefício de Prestação Continuada e Renda Mensal Vitalícia, não têm direito ao abono anual.

Fonte: Agencia Brasil

 

Veja os candidatos a presidente definidos nas convenções partidárias

Prazo para aprovação dos nomes acaba em 5 de agosto

No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

A lei eleitoral permite, a partir da homologação das convenções, a formalização de contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos. O pagamento de despesas, porém, só pode ser feito após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Segundo o calendário das eleições de 2018, a partir de quarta-feira (25), a Justiça Eleitoral poderá encaminhar à Secretaria da Receita Federal os pedidos para inscrição de candidatos no CNPJ. A partir dessa data, os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.

Nas convenções nacionais, o PSL, o PDT e o PSC não escolheram os candidatos a vice. Caberá à direção nacional do PDT articular as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC vai buscar um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa. No PSL, o nome forte para compor a chapa de Bolsonaro é o da advogada Janaina Paschoal, que participou da convenção ao lado do candidato a presidente.

O PSOL formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a Presidência da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. O PMN decidiu dar apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

No próximo sábado (28), devem reunir-se SD, PTB, PV, PSD e DC.

Fonte: Agencia Brasil

 

Brasil só vai superar a recessão em 2020, prevê a FGV

Com greve dos caminhoneiros, a perspectiva de crescimento da economia brasileira piorou, e retomada será a mais lenta desde 1980

Se antes da greve dos caminhoneiros a economia brasileira já estava decepcionando, com a paralisação o Brasil ficou ainda mais deprimido. E a recuperação da crise, mais distante. Estudo inédito da economista Silvia Matos, da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que levaremos 16 trimestres, ou quatro anos, para voltar ao mesmo nível de Produto Interno Bruto (PIB) anterior à crise, em 2014. Será o maior período de recuperação de todas as recessões já vividas pelo país, desde os anos 1980. Contabilizando cinco trimestres desde a retomada do crescimento, no início de 2017, ainda estamos 5,5% abaixo do patamar do PIB de 2014 e levaremos mais 11 trimestres para voltarmos ao ponto inicial da crise. Ou seja, isso só vai acontecer em 2020. Na última recessão longa, entre 1989 e 1992, que durou o mesmo tempo da de 2014 a 2016, a recuperação veio após sete trimestres.

Fonte: O GLOBO

 

Sucesso da empreitada de Ciro, cujo nome será lançado hoje, depende, em parte, do que fará o PT, que até pode dividir a propina, nunca o poder

Por: Reinaldo Azevedo

Publicada: 20/07/2018 - 7:50


O sucesso da empreitada de Ciro depende, em grande parte, do que fará o PT. Fosse outro partido, a lógica elementar estaria a indicar ser o pedetista a melhor e mais provável alternativa para as esquerdas, já que o principal líder político desse lado do ringue está preso e não será candidato. Mas, como o mensalão e o petrolão deixaram claro, o PT divide com mais facilidade a propina do que o poder. A candidatura do ex-presidente será levada até a undécima hora, e aí se vai apostar tudo na capacidade que tem o líder de transferir votos. Não se manifestando antes, depois de provocada, a Justiça Eleitoral, isso só se dará em 17 de setembro, a parcos 20 dias da eleição.

O petismo, claro!, há muito aderiu à política de alianças. Está muito distante do partido que gritava “terra, trabalho e liberdade”, não juntava com ninguém nem dava ou aceitava apoios de “forças burguesas”. Para lembrar: o partido rejeitou, na prática, em 1989, o apoio de ninguém menos do que Ulysses Guimarães. E notem: tanto o PT como Ciro disputam o apoio do PSB e do PCdoB. Nos dois casos, para ter uma gleba do horário eleitoral, que ficará muito distante do latifúndio de Alckmin.

No PT, não são poucos os que avaliam que o próprio Lula e aqueles que lhe dão suporte dentro do partido estão entregando, para ficar nos termos dos companheiros, “o poder de bandeja para a direita”. Afinal, uma coisa é brincar de “Lula candidato” quando, no terreno adversário, só se veem fraqueza e fragmentação. Outra, distinta, é alimentar a fantasia quando o oponente se estrutura para a batalha.

Fonte: Rede TV News

 

Com apoio de bloco de partidos, Alckmin garante o maior tempo de propaganda na TV e no rádio

Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin garantiu o apoio dos partidos do centrão, o que deve lhe proporcionar ao menos 4 minutos e 46 segundos de propaganda eleitoral no rádio e na TV. Nenhum outro candidato supera um minuto e meio. O anúncio oficial será feito na próxima semana.

O pacto só foi fechado após líderes de DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade apresentarem reivindicações. Distribuição de cargos e verbas, novo modelos de financiamento de sindicatos e espaços importantes num eventual governo estiveram na mesa de negociação.

Ciro Gomes (PDT) disputava com o tucano o apoio do bloco, mas seu comportamento influenciou a decisão dos dirigentes partidários. Aliados do pedetista minimizaram a decisão do centrão.

O acordo pode levar Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, a compor a chapa de Alckmin. O PT, no entanto, também cobiça o empresário mineiro.

Informações de O GLOBO

 

Começam amanhã convenções para escolha dos candidatos a presidente

Partidos têm que se reunir até o dia 5 de agosto para definir os nomes

Ainda com o cenário das coligações indefinido, os partidos políticos iniciam nesta sexta-feira (20) as convenções nacionais que vão decidir os candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro. Os nomes dos candidatos a presidente e a vice têm que ser aprovados nas convenções até 5 de agosto e registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto.

Neste momento, há 18 pré-candidatos, mas esse número já foi superior a 20 - alguns desistiram no meio do caminho, outros foram barrados pelos partidos políticos. O total de candidatos poderá ser menor, já que alguns partidos, como o DEM, o SD e o PCdoB, estão sendo provocados a desistir da candidatura própria para apoiar chapas mais competitivas.

O quadro de indefinição, segundo o cientista político Leonardo Barreto, se deve a fatores diversos, começando pelo fato de o Palácio do Planalto não estar influenciando o processo eleitoral. “Quando o Executivo está forte, tentando a reeleição ou fazer o sucessor, a tendência é que a coligação governista seja reproduzida, a oposição se organize e até surja a terceira via. Neste ano, o governo não tem um candidato forte nem colocou peso no candidato da oposição. Isso levou à pulverização de candidaturas”, argumentou.

Neste cenário com vários candidatos, avaliou Barreto, até agora nenhum nome empolgou nem se apresentou como favorito, o que cria dificuldades para os partidos se posicionarem, pois todos querem apostar em alguém com chances de vitória. Além disso, os partidos querem ter claro o papel que exercerão no futuro governo. “Todos esses fatores levam ao quadro de barata voa nas convenções”, afirmou.

Articulações

Três partidos - PDT, PSC e PCB - têm reuniões marcadas para amanhã (20). Em Brasília, os convencionais do PDT e do PSC vão decidir se confirmam as candidaturas de Ciro Gomes e Paulo Rabello de Castro, respectivamente. Ciro e Rabello ainda não têm nomes para vice. O PCB se reunirá no Rio de Janeiro, mas não terá candidato próprio na eleição presidencial de outubro.

Neste sábado (21), será o dia de PSOL, PMN e Avante realizarem suas convenções. PMN e Avante tendem a não ter candidaturas próprias, enquanto o PSOL deve confirmar a chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Domingo (22), o PSL se reúne no Rio de Janeiro para debater a candidatura do deputado Jair Bolsonaro, as alianças possíveis e o nome do vice.

Conforme Barreto, a partir das convenções, as articulações políticas para formação das alianças nacionais deverão se afunilar, com vantagem para os maiores partidos que têm “mais meios de troca”. Ou seja, as negociações vão levar em conta o tempo de televisão que pode ser agregado nas disputas estaduais, os recursos para financiamento das campanhas, as bancadas de deputados federais e estaduais e o total de prefeitos, que são cabos eleitorais decisivos nas eleições.

Fonte: Agência Brasil

 

Eleições 2018

O jogo começa


POR MAIÁ MENEZES, EDITORA DE PAÍS

A campanha, que será relâmpago este ano, está extraoficialmente em campo. Os movimentos desta semana indicam os caminhos das principais candidaturas no jogo. Os polos opostos serão os primeiros a vestir a camisa. Jair Bolsonaro (PSL), no domingo, e Ciro Gomes (PDT), na sexta, serão formalizados como os nomes de seus partidos para a disputa presidencial.

Ciro dá sinais trocados sobre a postura em torno de temas essenciais para seus potenciais aliados – DEM e PSB. Em carta a dirigentes da Boeing e da Embraer, os orientou a não consumar o acordo de venda de 80% da empresa brasileira à companhia americana, que fora anunciado no início do mês. Irritou parte do DEM. No mesmo dia, arrefeceu as críticas à reforma trabalhista. Amenizando o desconforto que causou no PSB e em simpatizantes mais à esquerda.

Jair Bolsonaro (PSL) sai por ora isolado, sem alianças. Apesar de primeiro colocado nas pesquisas, com o PR descartado de uma eventual aliança e sem o general Heleno, como vice (desejo do pré-candidato, abortado hoje pelo PRP), terá apenas sete segundos no horário eleitoral gratuito.

Enquanto vão consolidando (ou descartando) as alianças,  os pré-candidatos andam encontrando suas brechas para atrair o eleitor. Nem todas legais. A Procuradoria-Geral Eleitoral já recebeu 180 representações contra a instalação de outdoors em favor de Jair Bolsonaro em 24 estados. A maioria ainda está sob análise dos procuradores. Em outra frente, o Tribunal Superior Eleitoral notificou a pré-campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) pelo uso de inteligência artificial contra a campanha de Bolsonaro. E Henrique Meirelles (MDB) vem recorrendo a telemarketing para distribuir elogios à sua gestão como ministro da Fazenda. Em cidades menores, até uma inusitada guerra de outdoors, entre defensores do ex-presidente Lula e Bolsonaro já foi identificada.

Apesar de formalmente começar no dia 20 de agosto, os motores da corrida presidencial esquentam. A temporada começou. ​

Informações de O GLOBO

 

Eleições 2018

Partidos do blocão não se entendem e traçam caminhos opostos antes de convenções

A união do blocão está perto do fim. O grupo de partidos políticos, formado por deputados do baixo clero e capitaneado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), não concretizou a proposta de formar uma aliança conjunta na eleição presidencial de outubro. Às vésperas das convenções partidárias, cada sigla busca o seu caminho —  ou o seu acordo.

“Ninguém quer perder a chance de negociar seus próprios interesses no feirão partidário”, escreve o colunista Bernardo Mello Franco. O PR, por exemplo, conversa com Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O DEM se divide entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). PP, PRB e Solidariedade vivem dilema semelhante.

Ciro, aliás, faz ofensiva para ter o apoio do PCdoB, que lançou Manuela D’Ávila como pré-candidata. E Alckmin investe para manter o PSB neutro. O partido ainda negocia com o PT, tradicional aliado. Enquanto isso, Bolsonaro deve se lançar candidato mesmo sem ter definido o vice.

Fonte: GLOBO

 

Governo publica decreto que antecipa parcela do 13º para aposentados

A medida deve injetar R$ 21 bilhões na economia

O decreto que antecipa a primeira parcela do 13° salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi publicado na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União. A medida foi assinada ontem (16) pelo presidente Michel Temer e prevê que o pagamento ocorra junto com a remuneração de agosto.

A primeira parcela do abono anual corresponderá a até 50% do valor do benefício. O valor restante será pago com a remuneração de novembro.

De acordo com o governo federal, a medida deve injetar R$ 21 bilhões na economia do país e movimentar o comércio e outros setores.

Como determina a legislação, não haverá desconto de Imposto de Renda na primeira parcela paga a aposentados e pensionistas do INSS. O imposto sobre o valor somente pode ser cobrado na segunda parcela da gratificação natalina, a ser paga em novembro.

Fonte: Agencia Brasil