Eleições 2018

Más notícias para Fernando Haddad

POR LETÍCIA SANDER, DIRETORA DA SUCURSAL DE SÃO PAULO

A seis dias das eleições, a campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT), que vinha em trajetória crescente desde que ele foi lançado oficialmente na disputa, foi alvejada por más notícias. Parte significativa delas veio dos números do último levantamento do Ibope, divulgado na segunda-feira à noite.

A pesquisa registra Haddad estacionado em 21%. No mesmo período, seu principal rival na disputa, Jair Bolsonaro (PSL), cresceu quatro pontos, alcançando 31% das intenções de voto. É a maior distância entre os dois desde que o petista virou candidato.

A campanha de Bolsonaro teve farta exposição nos últimos dias, mas boa parte dela carregou um viés negativo: assessores seus deram declarações polêmicas, exploradas por adversários, a revista Veja trouxe acusações de ocultação de patrimônio e os protestos do #EleNão tiveram maior repercussão que os atos de apoio ao candidato.

Mas, de acordo com o Ibope, Bolsonaro se mostrou imune aos ataques. E, enquanto isso, o sentimento antipetista cresceu. A pesquisa mostra que a rejeição a Haddad disparou, subiu 11 pontos e chegou a 38%.

O dado mais curioso do Ibope aponta que o crescimento de Bolsonaro foi impulsionado justamente pelo aumento do apoio de mulheres ao candidato: ele foi de 18% para 24% neste segmento.

A outra má notícia para a candidatura de Haddad veio de Curitiba. O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava-Jato no Paraná, tirou na segunda-feira o sigilo do acordo de delação de Antonio Palocci. No depoimento tornado público, o ex-ministro petista afirma, entre outros pontos, que campanhas presidenciais do PT custaram mais que o dobro dos valores declarados à Justiça Eleitoral. Adversários já avaliam levar o conteúdo da colaboração para atacar Haddad na propaganda eleitoral na TV.

Fonte: O GLOBO

 

Vantagem de Bolsonaro cresce, e Haddad vê rejeição a seu nome aumentar

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem na corrida pela Presidência da República e está, agora, dez pontos percentuais à frente de Fernando Haddad (PT), segundo a mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope. O levantamento coincide com a intensa exposição de Bolsonaro no fim de semana: foi realizado no sábado e domingo, quando atos contra e a favor do capitão da reserva foram organizados pelo país.

Bolsonaro subiu de 27% para 31% em cinco dias; sua rejeição se manteve em 44%. Já Haddad permaneceu com os 21% de intenção de voto, mas viu sua o percentual de eleitores que o rejeitam aumentar 11 pontos, para 38%. Confira os percentuais de todos os candidatos.

Em simulação de segundo turno, Bolsonaro e Haddad voltam a empatar. Ciro Gomes (PDT) é o único que vence o candidato do PSL no segundo turno.

Para Paulo Celso Pereira, diretor da Sucursal de Brasília, o resultado da pesquisa sugere que o movimento antipetista ganhou força nos últimos dias de forma silenciosa, em contraponto à ênfase dada à candidatura de Bolsonaro: a rejeição de Haddad já é maior do que a de Lula.

Até a eleição, novas pesquisas serão divulgadas diariamente. Estão previstos cinco levantamentos, do Ibope e do Datafolha.

Fonte: O GLOBO

 

O final de semana pró e contra Bolsonaro

No penúltimo debate antes da eleição, Jair Bolsonaro (PSL), que saiu do hospital no sábado e não compareceu, e Fernando Haddad (PT) foram os principais alvos. A maioria dos candidatos tentou um apelo ao centro.

O último final de semana antes da eleição teve atos contra e a favor de Bolsonaro. No sábado, 62 cidades pelo país registraram protestos contra o candidato do PSL. Os atos, organizados por grupos de mulheres nas redes sociais, deram destaque à hashtag #EleNão. Pelo menos 27 cidades tiveram manifestações favor do candidato no mesmo dia. Em São Paulo e Brasília, os apoiadores se reuniram no domingo.

Depois de dizer que não aceitaria um resultado diferente de sua eleição, Bolsonaro mudou o tom e disse ao GLOBO que não tem “nada para fazer” caso seja derrotado.

Para quem ainda tem dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas, O GLOBO ouviu um técnico do Tribunal Superior Eleitoral sobre a credibilidade do sistema.

A polêmica sobre o segundo candidato mais bem colocado nas pesquisas, Fernando Haddad, do PT, é a proposta de “criar condições” para uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva.

Quando era prefeito de São Paulo, o petista enfrentou dificuldades em votações na Câmara, mesmo tendo nomeado até indicados de Paulo Maluf.

Fonte: O GLOBO

 

Eleições 2018

Distanciamento da política pesa para o bem e para o mal na campanha de Bolsonaro

POR PAULO CELSO PEREIRA, DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os adversários de Jair Bolsonaro tentam há meses, em vão, desconstruir sua candidatura. Ironicamente, têm saído do próprio círculo de relações do deputado os golpes mais certeiros nas últimas semanas. Na noite de quarta-feira, foi a vez do vice Hamilton Mourão dar mais um: em um evento para dirigentes lojistas no interior do Rio Grande do Sul, criticou a existência do 13º salário e do adicional de férias dos trabalhadores.

General da reserva, Mourão ganhou proeminência depois do atentado sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora. Dois dias após o ataque, em entrevista à GloboNews, o vice levantou a possibilidade de o presidente eleito promover um “autogolpe”. Na semana seguinte, defendeu que uma nova Constituição poderia ser feita sem participação de eleitos pelo povo.

Os problemas, no entanto, não se restringem a uma relativização dos pilares democráticos. Antes mesmo do início da campanha, Mourão havia criticado a miscigenação brasileira, por ter unido a “herança do privilégio” ibérica, com a “indolência” indígena e a “malandragem” africana. Dez dias atrás, disse que as casas apenas com mães e avós são “fábricas de desajustados”.

Às falas de Mourão se somaram as polêmicas envolvendo o economista Paulo Guedes, que, na semana passada, defendeu a criação de um novo tributo semelhante à CPMF e o estabelecimento de uma faixa única de imposto de renda - que atingiria de forma idêntica os mais ricos e os mais pobres.

Uma marca da campanha de Bolsonaro é seu distanciamento da política tradicional. Isso pesa para o bem e para o mal. Se, por um lado, o ajuda a ganhar votos em tempos de rejeição aos políticos, por outro faz com que seu círculo próximo seja formado por pessoas sem discernimento do impacto que determinadas afirmações e propostas causam na maior parte do eleitorado.

Para agravar, Guedes e Mourão são figuras centrais de sua campanha. O primeiro, por ser apontado pelo próprio candidato como seu “Posto Ipiranga”, ao qual recorrerá em qualquer questão econômica. O segundo, por ser seu sucessor em qualquer eventualidade. E nunca é demais lembrar que desde a redemocratização, em 1984, três dos cinco presidentes eleitos acabaram dando lugar a seus vices. As exceções foram Fernando Henrique e Lula.

Mais chumbo grosso

A reportagem de capa da revista Veja desta semana traz graves acusações contra o capitão reformado. Trata-se de trechos do processo de disputa da guarda do filho que teve com a ex-mulher Ana Cristina Valle, no qual ela afirma que o deputado ocultou patrimônio e tinha renda maior que a declarada.

Convence o eleitor?

A pesquisa Datafolha que será divulgada hoje à noite dirá se a disseminação da campanha #Elenão nas redes e as propagandas de TV de Geraldo Alckmin impactaram o eleitor bolsonarista.

Fonte: O GLOBO

 

MPF investiga aplicação de metodologia militar em escolas públicas municipais na Bahia

Inquérito civil busca conhecer a metodologia implementada mediante convênio entre a UPB e a PM/BA, que prevê, ainda, a contratação de militares da reserva sem concurso público para desempenharem funções escolares

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) na Bahia instaurou inquérito civil público, em 10 de setembro, para acompanhar a aplicação da “metodologia e filosofia” de colégios militares em escolas públicas, anunciada por representantes do governo do estado.

Segundo informações divulgadas no site da União dos Municípios da Bahia (UPB), no dia 10 de maio deste ano, estão sendo celebrados convênios entre municípios e a Polícia Militar, com a finalidade de “aplicar metodologia de ensino dos Colégios Militares nas escolas dos municípios em combate ao avanço da violência”, com a previsão de contratação de policiais militares da reserva para atuar no projeto. O fundamento para a medida é o resultado das avaliações dos colégios da PM/BA no Índice de Desenvolvimento da Educação (IDEB), superiores aos demais colégios públicos.

Com o inquérito civil, pretende-se obter maiores informações sobre a citada política pública e avaliar seu embasamento técnico, a forma de implantação e suas possíveis consequências.

Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão na Bahia, Gabriel Pimenta Alves, o desempenho escolar dos alunos está relacionado a diversos fatores, havendo estudos recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que indicam que o principal desses fatores nas redes públicas brasileiras é o grau de instrução das mães dos alunos.

Para o procurador, também deve ser considerada a influência do nível socioeconômico dos alunos, pois dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) demonstram que o Colégio Militar de Salvador, com a melhor avaliação entre as escolas públicas, tem classificação de nível socioeconômico dos alunos considerado “muito alto”, enquanto os colégios da PM/BA, com boas avaliações entre as escolas públicas, possuem nível socioeconômico entre “médio alto” e “médio”.

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Eleições 2018

Dias decisivos

POR MAIÁ MENEZES, EDITORA DE PAÍS

É a hora mais intensa da maratona. A doze dias do primeiro turno, debates, pesquisas e conversas de bastidor aumentam a pressão sobre as candidaturas. Por ter sido oficializado candidato na data limite permitida pelo TSE, o petista Fernando Haddad irá hoje a seu segundo debate, organizado por Folha, Uol e SBT. Adversários terão a chance de confrontar o candidato, que durante grande parte da campanha esteve sob a guarda de Lula, protegido de eventuais ataques, pouco exposto a possíveis contradições.

Jair  Bolsonaro (PSL), que deve receber alta na sexta, estará liberado para participar de debates. Há suspense sobre eventual ida do deputado ao encontro de domingo, na TV Record. Haddad, ancorado na transferência de votos do ex-presidente Lula, tem aparecido como o potencial adversário de Bolsonaro em um cada vez mais provável segundo turno.

Interessante observar como opositores tentarão desconstruir as candidaturas apontadas até aqui como as mais fortes - ou se inclinar para futuros aliados. E, caso Bolsonaro se disponha ao confronto domingo, como se dará o face a face dos dois potenciais polos no segundo turno.

Mais uma pesquisa

No ritmo da maratona eleitoral, hoje sai mais uma pesquisa Ibope/CNI. Ainda haverá Datafolha esta semana. E um dado a ser observado é a crescente tomada de posição do eleitor: a se confirmarem os dados recentes, o percentual de votos em branco e nulos vem diminuindo.

Na onda feminina

Maioria do eleitorado, com voz amplificada nas redes sociais, parte das mulheres brasileiras estão organizando para sábados movimentos contra Bolsonaro. Já surgem também outros grupos arregimentando passeatas a favor. De um lado ou de outro, se tornaram, mais do que em eleições anteriores, ativo importante nesta reta final. Não à toa todos os candidatos, incluindo Bolsonaro, decidiram se posicionar , em vídeos, declarações ou no horário eleitoral, em defesa delas.

Fonte: O Globo

 

Na reta final da eleição, agora é que são elas

Há duas semanas da eleição, 51% das mulheres não têm candidato a presidente, ou 39,4 milhões. É quase o dobro do número de homens na mesma situação. Juntas, as indecisas e as que pretendem votar em branco ou anular o voto passam de 1/4 de todo o eleitorado. Mas quem são elas? Levantamento feito pelo Datafolha, a pedido do GLOBO, mostra que a maioria (54%) ganha até dois salários mínimos.

A incerteza nas urnas deve repercutir no último leilão de áreas do pré-sal do ano, que acontece na próxima sexta-feira. O medo de que as regras mudem, dependendo de quem for eleito, aumenta o interesse das petroleiras em garantir contratos já. A quinta rodada do pré-sal pode render R$ 180 bilhões em royalties, participações e tributos federais ao longo de 35 anos.

Para reativar investimentos, os cinco presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas já preveem reduzir o Imposto de Renda das empresas. As medidas para compensar a perda de arrecadação carecem de detalhes.

E fomos mais a fundo nas ideias econômicas das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), os candidatos mais bem colocados nas pesquisas. Defensor de uma agenda ultraliberal, o economista Paulo Guedes ainda não tem aval de Bolsonaro para implantar suas propostas. Em segundo nas intenções de voto, Haddad é visto como ambíguo: acena ao mercado, mas defende uma política econômica considerada intervencionista.

Fonte: O GLOBO

 

TSE suspende inserções do PT na TV que usam imagem de Lula

O ministro Sergio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou a suspensão de propagandas do PT na televisão, que, no entendimento do magistrado, confundem o eleitor ao não explicar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o candidato do partido.

Ele atendeu a pedido de liminar feito pelo Partido Novo, e estipulou multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

A propaganda questionada foi do tipo inserção, peça de 30 segundos veiculada durante a programação das emissoras de TV. Nela, Lula aparece durante os primeiros dez segundos exaltando seu governo. Em seguida, o vice da chapa, Fernando Haddad, surge e diz que quer “trazer o Brasil de Lula de volta”.

Banhos aceitou os argumentos do Novo de que a propaganda possui a “clara intenção” de “confundir o eleitor” ao fazê-lo crer que Lula continua na disputa ao Palácio do Planalto, afrontando decisão do TSE, que, na madrugada do último dia 1º, proibiu o ex-presidente de participar de qualquer ato de campanha na condição de candidato.

Argumentação

“Ao tempo em que a propaganda inicia-se com uma fala de Luiz Inácio Lula da Silva fazendo menção aos seus anos de governo, prossegue com a de Fernando Haddad não explicitando a sua condição de vice, nem sequer na legenda, mas, noutro passo, enaltecendo o governo Lula, prometendo trazer aos cidadãos o “Brasil de Lula de Volta”, sem esclarecer, como deveria, que Luiz Inácio Lula da Silva, por decisão do TSE, não pode ser candidato à Presidência da República”, escreveu o ministro.

Trata-se da terceira decisão do TSE suspendendo propagandas do PT que usam a imagem de Lula. As anteriores foram proferidas pelos ministros Luís Felipe Salomão, em relação ao horário eleitoral no rádio, e Carlos Horbach, que decidiu sobre o horário na TV. Ambos também estipularam multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

As propagandas do PT que foram suspensas foram ao ar nos dias 1º e 2 de setembro. Em sua defesa, o partido alega ter recebido um tempo “exíguo” desde a rejeição da candidatura de Lula até o início da propaganda de rádio e TV para adequar suas peças, que já estavam produzidas.

Fonte: Agencia Brasil

 

Eleições 2018

POR LETÍCIA SANDER, DIRETORA DA SUCURSAL DE SÃO PAULO


Olá, bom dia.

A insistência do PT em manter o nome de Luiz Inácio Lula da Silva como presidenciável, apesar de decisões que barram a candidatura, abriu um novo flanco judicial: programas do partido no rádio e na TV estão sendo alvo de ações judiciais.

Ontem, o TSE barrou duas propagandas exibidas no sábado. Em uma das decisões, o ministro Carlos Horbach escreveu que as peças “confundem o eleitor e criam estado emocional de dúvida” não só sobre a candidatura, mas também em relação à autoridade da Justiça Eleitoral que, na sexta-feira, decidiu que o petista está impedido de concorrer.

O PT anunciou que vai ao STF e à ONU para tentar manter Lula candidato. O TSE, na sexta-feira, deu 10 dias ao partido para substituir Lula na chapa. Tudo indica que, ao menos até lá, Fernando Haddad, o vice que assumirá a candidatura, permanecerá no banco de reservas.

Fonte: O GLOBO

 

Eleições 2018

Eleição sem Lula é fato

POR PEDRO DIAS LEITE, EDITOR EXECUTIVO

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de barrar a candidatura do ex-presidente Lula, tomada quando já era madrugada de sábado, obrigará o PT a rever sua estratégia. Embora sustente que vai às últimas consequências para manter o líder da disputa, o partido já analisa novos planos, tanto que Fernando Haddad, o vice e provável substituto, visitará Lula hoje, de novo, na prisão em Curitiba. É o quinto encontro dos dois na carceragem da PF em apenas vinte dias.

No programa eleitoral de sábado, que foi ao ar poucas horas depois da decisão, o PT ainda manteve Lula. Hoje cedo, a Justiça concedeu liminar, pedida pelo Partido Novo, proibindo o partido de manter o ex-presidente como a estrela da propaganda, sob risco de multa de R$ 500 mil.

Os colunistas do GLOBO analisam o novo cenário: Ascânio Seleme avalia que, agora, “os candidatos que valem” vão apresentar suas propostas. Bernardo Mello Franco afirma que o julgamento significou “a rendição do PT”, e que foi a decisão judicial mais relevante sobre o processo eleitoral desde a redemocratização.

Com Lula oficialmente fora, restam duas perguntas a ser respondidas nas próximas semanas. A primeira é se o ex-presidente vai conseguir transferir sua popularidade para Haddad, em que medida e em qual velocidade. A outra é o que vai pesar mais nesta eleição: a força das redes sociais ou, como em todas as anteriores, a propaganda na TV. Nas redes, os candidatos têm conseguido focar seus anúncios para grupos muitos específicos, de metaleiros a pessoas “calmas”.

Já quando se trata de tempo de TV, a dúvida é uma só. Geraldo Alckmin, dono de quase metade da programação, vai conseguir decolar? Aliados do tucano defendem a pregação de um voto útil já no primeiro turno.

Fonte O GLOBO