O Senado, pela oposição baiana

Análise do comentarista Paixão Barbosa

Em 2010 estarão em disputa duas vagas para o Senado e, pelo lado oposicionista, encerrarão os mandatos de oito anos os senadores ACM Júnior (DEM) e César Borges (PR). O primeiro já andou afirmando que não irá concorrer à reeleição, mas César Borges sonha com esta possibilidade, porém aguarda que sejam criadas as condições  favoráveis para o seu nome (a formação de uma chapa forte e com reais chances de vitória) senão ele pode até se contentar com a disputa por uma vaga na Câmara Federal.

O ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) também só concorrerá ao Senado se vislumbrar chance muito forte de chegar lá. Na dúvida, creio que ele vai preferir ser deputado federal (onde deverá ter uma eleição mais garantida) porque já está sem mandato há quatro anos e é quase um suicídio político ficar outros quatro sob o sol e chuva.

O ex-senador Rodolpho Tourinho seria um peso muito grande para a chapa carregar, uma vez que ele não tem votos próprios e precisaria da transferência de sufrágios dos outros nomes. ACM Neto acha que ainda tem espaços a conquistar na Câmara Federal e não quer mudar de endereço agora.

Quanto a Paulo Souto (DEM), que é um excelente nome para o Senado, seu destino está à mercê da definição do quadro político entre PMDB e PT na Bahia. Caso os peemedebistas rompam e lancem o ministro Geddel Vieira Lima como candidato a governador, Souto pode formar a chapa numa das vagas para o Senado, entrando o DEM na coligação. Porém, se o PMDB for convencido a ficar com o governador Jaques Wagner (PT), ele não terá outro caminho a não ser voltar a disputar o Palácio de Ondina, ficando as duas vagas em aberto.

Ou seja, o cenário também ainda está muito vago nos arraiais da oposição e somente depois que a situação clarear, inclusive no lado governista (a aliança PMDB-PT) é que os nomes mais prováveis vão surgir. Mas as bases do futuro quadro não deverão mudar muito do que foi dito aqui.

 

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