Satélite identificou óleo antes de chegar a Morro de São Paulo

Imagens mostram que teria sido possível conter a poluição antes que ela chegasse ao ponto turístico

Por Jennifer Ann Thomas

O óleo que contaminou as praias de Morro de São Paulo poderia ter sido contido antes de poluir a ilha.

É o que mostra uma imagem de satélite obtida com exclusividade por este blog.

No dia 21 de outubro, uma mancha com área total de 1,76 quilômetros quadrados foi detectada pelo satélite Sentinel-1A. Às 8h11 daquela data, ela estava a 16,4 quilômetros da costa. O volume estimado do óleo da mancha era de cerca de 362 metros cúbicos — 350 toneladas só de óleo.

Também foi possível cruzar a informação com a direção do vento, o que indicou que a rota mais provável seria, de fato, em direção a Morro de São Paulo.

No dia 22, o óleo chegou às praias do destino turístico. Com a análise das imagens, teria sido possível estabelecer uma estratégia de contenção do material com barreiras offshore. Além disso, seria necessário um recolhedor de óleo e uma embarcação para armazenar a substância contida.

Até o momento, 233 locais foram afetados, em pelo menos 88 municípios dos nove estados do nordeste. De acordo com a Marinha, mais de mil toneladas já foram recolhidas nos locais atingidos. Contudo, o material se mistura à areia, que compõe quase metade do peso total.

Fonte: VEJA

 

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